História e Contexto

GAL Douro Atlântico

O Grupo de Ação Local (GAL) Douro Atlântico foi criado a partir de uma parceria entre diversas entidades locais, liderada pela ADRITEM – Associação de Desenvolvimento Regional Integrado das Terras de Santa Maria. A sua origem remonta a 2022, quando foi estruturada uma Estratégia de Desenvolvimento Local (EDL) focada na economia azul e nas comunidades piscatórias dos concelhos de Espinho, Vila Nova de Gaia e Porto, consolidando uma estratégia forte e articulada para o período 2021-2027, com o objetivo de promover a sustentabilidade da pesca artesanal, a valorização da cultura marítima e a dinamização da economia azul na região do Douro Atlântico.

Em junho de 2023 no âmbito do reconhecimento dos Grupos de Ação Local, aprovada a Estratégias de Desenvolvimento Local e o reconhecimento do Douro Atlântico como Grupo de Ação Costeiro pela autoridade de gestão do programa Mar 2030.

Missão e Objetivos

Desenvolvimento sustentável da economia azul e comunidades piscatórias

O GAL Douro Atlântico tem como missão promover o desenvolvimento sustentável da economia azul e o fortalecimento das comunidades piscatórias e costeiras, através da valorização dos seus recursos naturais, culturais e socioeconômicos. A sua atuação baseia-se numa abordagem participativa e inovadora, garantindo o envolvimento ativo das entidades locais, pescadores, empresários e comunidades na construção de um futuro mais sustentável para a região.
Dinamizar a Economia Azul

- Incentivar a modernização da pesca artesanal e a valorização dos produtos do mar;
- Promover o empreendedorismo e a inovação no setor marítimo;
- Criar novas oportunidades de emprego e investimento sustentável.

Preservar o Património Cultural e Natural

- Proteger e valorizar as tradições e ofícios ligados ao mar e à pesca;
- Fomentar a gastronomia, artesanato e turismo costeiro sustentável;
- Reforçar a identidade das comunidades piscatórias.

Apoiar a Sustentabilidade e a Adaptação Climática

- Implementar práticas de pesca sustentável e economia circular;
- Preservar os ecossistemas marinhos e costeiros da região;
- Promover a educação e sensibilização ambiental.

Reforçar a Inclusão Social e a Qualificação

- Criar programas de capacitação para pescadores e novos empreendedores;
- Promover a igualdade de oportunidades nas comunidades piscatórias;
- Fomentar a participação ativa dos cidadãos no desenvolvimento local.

Fortalecer a Cooperação e a Governança Local

- Criar redes de parceria entre setor público, privado e sociedade civil;
- Mobilizar fundos comunitários e apoiar projetos locais inovadores;
- Melhorar a governança e a gestão integrada do território costeiro.

Entidade Gestora

A Adritem e os seus parceiros

O GAL Douro Atlântico é uma parceria sem personalidade jurídica, gerida pela ADRITEM – Associação de Desenvolvimento Regional Integrado das Terras de Santa Maria, uma entidade privada sem fins lucrativos, que atua no desenvolvimento regional e gestão de fundos comunitários. Tem por fins a promoção do desenvolvimento regional e local, tendente à melhoria das condições económicas, ambientais, sociais e culturais das respetivas populações.

Desenvolve a sua atividade nos concelhos de Gondomar, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e Valongo, e também, em determinados domínios, nos concelhos de Arouca, Espinho, São João da Madeira, Vale de Cambra e Vila Nova de Gaia, centrando a sua atividade na região de Entre Douro e Vouga (EDV). Desde 2008, é reconhecida como GAL Rural e como GAL Costeiro desde 2023.

2021-2027

Estratégia de Desenvolvimento Local

A estratégia do GAL é baseada em um diagnóstico detalhado, que identifica forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.
  • Presença de comunidades piscatórias tradicionais e cultura marítima rica.
  • Oferta turística diversificada (praias, gastronomia, desportos náuticos).
  • Infraestruturas de apoio à pesca (portos, lotas, mercados).
  • Projetos inovadores na economia azul (Afurada Living Lab, Estação Náutica de Espinho).
  • Degradação de infraestruturas piscatórias.
  • Falta de inovação e baixo nível de digitalização do setor da pesca.
  • Envelhecimento da população piscatória e dificuldades na sucessão geracional.
  • Baixa colaboração entre empresas e centros de investigação.
  • Novos modelos de negócio ligados à economia azul e turismo sustentável.
  • Crescente valorização de produtos do mar certificados e sustentáveis.
  • Aumento da procura por atividades náuticas e turismo costeiro.
  • Acesso a fundos comunitários e programas de inovação.
  • Desaparecimento de práticas tradicionais como a Arte Xávega.
  • Impactos das mudanças climáticas na pesca e biodiversidade marinha.
  • Concorrência internacional no setor da pesca.
  • Burocracia e dificuldades de acesso ao financiamento.